quinta-feira, 4 de maio de 2006

palavras que não conheço

Visito as prateleiras à espera de encontrar aquele livro, aquele que me consiga explicar por palavras que não conheço o porquê do que não sei expressar.
Entram poucas pessoas neste lugar de palavras adormecidas.
O espaço vive em síncope constante, interferências anónimas de quem passa, rituais mecânicos de quem lhe dá vida.
Se as palavras secarem ou morrerem, ninguém lhes prestará homenagem.
Temo que aquele livro, aquelas palavras, que desconheço, tenham esmorecido nas prateleiras, perdido força e cor para este encontro.
Abalo de preto, de luto, pela ausência de documento físico que sustente teóricamente o que não sei expressar.

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