domingo, 28 de maio de 2006

pulsar

Imagina-te num quarto cheio de nada e vazio de tudo,
imagina-te no escuro sozinho, com o pulsar do teu silêncio...

espectro musical,
pulsas... pulsas... pulsas...

O teu ritmo entranha-se nos teus sentidos
e dás contigo a questionar...
o acordo que celebras-te com o teu Deus.

Imagina-te envolto num conforto uterino
e diz-te a ti próprio o que te falta.
Cobra-te, pelo vazio destes momentos
e pela profundidade dos mesmos.

Imagina-te, e constroi as tuas vontades...

Concretiza-te nos teus braços...
reflexos felizes, projectados nas vidraças desse quarto.

1 comentário:

romã disse...

Sim, eu imagino-me. :) Quem não o faz?