Domingo, 19 de Junho de 2011

venho so sul

venho do sul,
o bilhete de comboio na mão,
a paisagem, tem nela uma vida quase inteira,
tem memórias que me rebatem e me desfazem.
venho do sul,
não evito chorar, pelo bem e pelo mal,
o vento está frio e as janelas fechadas,
nem por isso se abre outra porta...
não vou para norte,
o presente não chega, o futuro não dorme,
porque sempre assim foi e sempre assim será.
com o bilhete de comboio na mão...
vou para mim,
porque de mim nunca devia ter partido,
não preciso de abrir qualquer porta,
nem de enchugar as lágrimas,
nem de entregar o bilhete...
porque a viajem é dura! mas eu chego...

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