
Não doi, já nada doi...
neste corpo seco de lágrimas, seco de estímulos, que o transportem para longe da dor mítica,
dor anestesiada pelas mentiras sucessivas a que ainda se entrega.
Nada sente, já nada sente...
este corpo abandonado no chão sem qualquer graciosidade, sem qualquer alma, sem ninguém para lhe tocar.
Não pode, já nada pode...
nem suspirar a última das palavras, segredos que o predurem na memória de alguém.
De quem é este corpo se ninguém o lembrar?


