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terça-feira, 13 de junho de 2006

corpo seco



Não doi, já nada doi...
neste corpo seco de lágrimas, seco de estímulos, que o transportem para longe da dor mítica,
dor anestesiada pelas mentiras sucessivas a que ainda se entrega.
Nada sente, já nada sente...
este corpo abandonado no chão sem qualquer graciosidade, sem qualquer alma, sem ninguém para lhe tocar.
Não pode, já nada pode...
nem suspirar a última das palavras, segredos que o predurem na memória de alguém.
De quem é este corpo se ninguém o lembrar?

quarta-feira, 24 de maio de 2006

silêncio



O meu silêncio diz-te tudo aquilo que não te consigo transmitir... Sente-o!
Como um encontro vazio entre duas almas gémeas, velhas de esperar pelo presente... Sente-o!

quinta-feira, 18 de maio de 2006

estou aqui



Se algum dia me quiseres encontrar... estou triste a um canto... onde vejo e nao me vêem... estou triste com a música e as palavras, a um canto...
Se algum dia me quiseres encontrar... estou no silêncio da multidão... estou no grito da solidão...
Estou aqui, onde não me cabe estar... porque ninguém vai procurar, a um canto... vou ficando.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

frágil



A vida é tão frágil como a consequência do meu pestanejar...