segunda-feira, 26 de junho de 2006
baú #my music
annie lennox - why
how many times do I have to try to tell you / that I'm sorry for the things I've done / but when I start to try to tell you / that's when you have to tell me / hey... this kind of trouble's only just begun / I tell myself too many times / why don't you ever learn to keep your big mouth shut / that's why it hurts so bad to hear the words / that keep on falling from your mouth / falling from your mouth / falling from your mouth / tell me... / why / why / I may be mad / I may be blind / I may be viciously unkind / but I can still read what you're thinking / and I've heard is said too many times / that you'd be better off / besides... why can't you see this boat is sinking / (this boat is sinking this boat is sinking) / let's go down to the water's edge / and we can cast away those doubts / some things are better left unsaid / but they still turn me inside out / turning inside out turning inside out / tell me... / why / tell me... /why / this is the book I never read / these are the words I never said / this is the path I'll never tread / these are the dreams I'll dream instead / this is the joy that's seldom spread / these are the tears... the tears we shed / this is the fear / this is the dread / these are the contents of my head / and these are the years that we have spent / and this is what they represent / and this is how I feel / do you know how I feel ? / 'cause i don't think you know how I feel / I don't think you know what I feel / I don't think you know what I feel / you don't know what I feel.
sexta-feira, 23 de junho de 2006
rede #201196
Queria ser um pássaro
para voar de mim
quando a dor chega.
Um simples raio de sol
para quebrar o gelo
da solidão.
Queria amar-te…
com mais palavras
e recordar o teu beijo
ao dormir.
Queria não ser eu,
talvez…,
para poder ler
o que sentes,
olhar o que
não vês em mim…!
para voar de mim
quando a dor chega.
Um simples raio de sol
para quebrar o gelo
da solidão.
Queria amar-te…
com mais palavras
e recordar o teu beijo
ao dormir.
Queria não ser eu,
talvez…,
para poder ler
o que sentes,
olhar o que
não vês em mim…!
terça-feira, 13 de junho de 2006
quando não sei onde estou...
Quando não sei onde estou... encontro-me sempre nesta melancolia, sempre nestas lágrimas grossas que pesam cada angústia que me trazes...
corpo seco

Não doi, já nada doi...
neste corpo seco de lágrimas, seco de estímulos, que o transportem para longe da dor mítica,
dor anestesiada pelas mentiras sucessivas a que ainda se entrega.
Nada sente, já nada sente...
este corpo abandonado no chão sem qualquer graciosidade, sem qualquer alma, sem ninguém para lhe tocar.
Não pode, já nada pode...
nem suspirar a última das palavras, segredos que o predurem na memória de alguém.
De quem é este corpo se ninguém o lembrar?
segunda-feira, 12 de junho de 2006
tempo
Enche o peito de ar e sustem a respiração...
Pára aí, exactamente aí...,
quero roubar-te esse momento... aí...,
lugar onde o que mais te aflige é o facto de não seres livre.
Quero roubar-te aquilo que não te podes dar,
preso aí, num espaço de tempo onde tudo é frágil,
onde tudo é lento..., muito lento...
Sufoca-te esse contratempo que o tempo tem..., trouxe...
Sufoca-me o tempo que não te dás, momento...
Pára aí, exactamente aí...,
quero roubar-te esse momento... aí...,
lugar onde o que mais te aflige é o facto de não seres livre.
Quero roubar-te aquilo que não te podes dar,
preso aí, num espaço de tempo onde tudo é frágil,
onde tudo é lento..., muito lento...
Sufoca-te esse contratempo que o tempo tem..., trouxe...
Sufoca-me o tempo que não te dás, momento...
domingo, 28 de maio de 2006
pulsar
Imagina-te num quarto cheio de nada e vazio de tudo,
imagina-te no escuro sozinho, com o pulsar do teu silêncio...
espectro musical,
pulsas... pulsas... pulsas...
O teu ritmo entranha-se nos teus sentidos
e dás contigo a questionar...
o acordo que celebras-te com o teu Deus.
Imagina-te envolto num conforto uterino
e diz-te a ti próprio o que te falta.
Cobra-te, pelo vazio destes momentos
e pela profundidade dos mesmos.
Imagina-te, e constroi as tuas vontades...
Concretiza-te nos teus braços...
reflexos felizes, projectados nas vidraças desse quarto.
imagina-te no escuro sozinho, com o pulsar do teu silêncio...
espectro musical,
pulsas... pulsas... pulsas...
O teu ritmo entranha-se nos teus sentidos
e dás contigo a questionar...
o acordo que celebras-te com o teu Deus.
Imagina-te envolto num conforto uterino
e diz-te a ti próprio o que te falta.
Cobra-te, pelo vazio destes momentos
e pela profundidade dos mesmos.
Imagina-te, e constroi as tuas vontades...
Concretiza-te nos teus braços...
reflexos felizes, projectados nas vidraças desse quarto.
impasse
Roer as unhas, olhar no vazio, verificar o telemóvel 3 vezes por minuto.
Não saber responder... a nada que te perguntem.
Estar impaciente, estar..., esperar..., desesperar!
Andar de um lado para o outro e conjecturar mil e uma situações,
se..., se..., se...
Verificar o telemóvel 3 vezes por minuto, olhar mais dentro do vazio..., roer a paciência...
Acelerar o processo das mil e uma situações,
se..., se..., se... e mais se...
Dar algum passo..., estagnar no impasse, roer as unhas.
Verificar o telemóvel 3 vezes por minuto e mais 3 vezes...
Esperar quando estamos prestes a explodir... é fodido!
Não saber responder... a nada que te perguntem.
Estar impaciente, estar..., esperar..., desesperar!
Andar de um lado para o outro e conjecturar mil e uma situações,
se..., se..., se...
Verificar o telemóvel 3 vezes por minuto, olhar mais dentro do vazio..., roer a paciência...
Acelerar o processo das mil e uma situações,
se..., se..., se... e mais se...
Dar algum passo..., estagnar no impasse, roer as unhas.
Verificar o telemóvel 3 vezes por minuto e mais 3 vezes...
Esperar quando estamos prestes a explodir... é fodido!
quarta-feira, 24 de maio de 2006
silêncio

O meu silêncio diz-te tudo aquilo que não te consigo transmitir... Sente-o!
Como um encontro vazio entre duas almas gémeas, velhas de esperar pelo presente... Sente-o!
sábado, 20 de maio de 2006
reservado
Reservei-te este momento
com cerimónias e obséquios.
Ouvi aquela música como ritual iniciático,
bebi aquele vinho como purificador de alma,
tudo... para me dedicar a ti,
às tuas palavras e ao que elas constroiem.
Pouso o copo na lareira
o sol espreguiça os seus últimos raios
pelos poros da persiana,
pelas fibras do único tecido
que me separa da restante humanidade.
Entrego-me a todas as folhas
que possam testemunhar o nosso encontro.
Acaricio-me para sentir que é real,
que para além de real, é completo.
Sorrio porque me realizas,
sorrio e comprometo-me até à última letra.
Reservei-te estes momentos
até à exaustão pura e desprendida de quem ama.
com cerimónias e obséquios.
Ouvi aquela música como ritual iniciático,
bebi aquele vinho como purificador de alma,
tudo... para me dedicar a ti,
às tuas palavras e ao que elas constroiem.
Pouso o copo na lareira
o sol espreguiça os seus últimos raios
pelos poros da persiana,
pelas fibras do único tecido
que me separa da restante humanidade.
Entrego-me a todas as folhas
que possam testemunhar o nosso encontro.
Acaricio-me para sentir que é real,
que para além de real, é completo.
Sorrio porque me realizas,
sorrio e comprometo-me até à última letra.
Reservei-te estes momentos
até à exaustão pura e desprendida de quem ama.
quinta-feira, 18 de maio de 2006
estou aqui

Se algum dia me quiseres encontrar... estou triste a um canto... onde vejo e nao me vêem... estou triste com a música e as palavras, a um canto...
Se algum dia me quiseres encontrar... estou no silêncio da multidão... estou no grito da solidão...
Estou aqui, onde não me cabe estar... porque ninguém vai procurar, a um canto... vou ficando.
admirar-te
Consigo passar horas a admirar-te, como lençol que admira suavemento um corpo nu, abandonado à simplicidade trémula da luz quente, envolvido em contornos e sombras estruturantes de aroma frutado e fresco.
manifesto azul-bébé
Chegas-te sem cor, numa tarde pálida e abafada.
Trazias poucas palavras e um olhar céptico de aventura.
Com monosílabos ensaiados, enches-te os entretantos do vento.
Terra batida pelo tempo,
folhas caídas pela condição ritual da vida...
Em monosílabos ensaiados, fos-te despertando inquietações azuis-bébé...
Abalas-te sem cor, numa tarde sem calendário e deixas-te tanto como poeira em pleno manifesto.
Trazias poucas palavras e um olhar céptico de aventura.
Com monosílabos ensaiados, enches-te os entretantos do vento.
Terra batida pelo tempo,
folhas caídas pela condição ritual da vida...
Em monosílabos ensaiados, fos-te despertando inquietações azuis-bébé...
Abalas-te sem cor, numa tarde sem calendário e deixas-te tanto como poeira em pleno manifesto.
sinto
Posso saber o que sinto por detrás do que sinto?
Quando penso no que sinto, onde encontro os meus porquês?
Quando penso no que sinto, onde encontro os meus porquês?
o que será que o mundo me disse?
Hoje, sou menina... de vestido vermelho, ganchos aprumados, sorriso malandro e dedo na boca. Escondo atrás da saia a vergonha, reviro os pés, e a inocência está no bolso, junto do chupa.
Quero andar de carrossel hoje, quero andar à roda de mim, do vestido vermelho...
Hoje, que não sou menina, o que será que o mundo me disse?
Quero andar de carrossel hoje, quero andar à roda de mim, do vestido vermelho...
Hoje, que não sou menina, o que será que o mundo me disse?
domingo, 7 de maio de 2006
curva
Vem ter comigo com as mãos cheias de nada..., vem ter comigo no silêncio da curva natural do meu pescoço. Quero que venhas e tragas apenas um raio de sol.
quinta-feira, 4 de maio de 2006
colo velho
Sentei-me no teu colo velho.
Reconheço o seu calor porque a pele também tem memória.
Reconheço a sua magia porque testemunhei os seus poderes.
Sentei-me no teu colo velho e com os olhos em vigília, sorri, aconchegada pelo seu conforto.
Quero morrer aqui, porque és o meu ninho, útero de alma em mim, no teu colo velho.
Reconheço o seu calor porque a pele também tem memória.
Reconheço a sua magia porque testemunhei os seus poderes.
Sentei-me no teu colo velho e com os olhos em vigília, sorri, aconchegada pelo seu conforto.
Quero morrer aqui, porque és o meu ninho, útero de alma em mim, no teu colo velho.
palavras que não conheço
Visito as prateleiras à espera de encontrar aquele livro, aquele que me consiga explicar por palavras que não conheço o porquê do que não sei expressar.
Entram poucas pessoas neste lugar de palavras adormecidas.
O espaço vive em síncope constante, interferências anónimas de quem passa, rituais mecânicos de quem lhe dá vida.
Se as palavras secarem ou morrerem, ninguém lhes prestará homenagem.
Temo que aquele livro, aquelas palavras, que desconheço, tenham esmorecido nas prateleiras, perdido força e cor para este encontro.
Abalo de preto, de luto, pela ausência de documento físico que sustente teóricamente o que não sei expressar.
Entram poucas pessoas neste lugar de palavras adormecidas.
O espaço vive em síncope constante, interferências anónimas de quem passa, rituais mecânicos de quem lhe dá vida.
Se as palavras secarem ou morrerem, ninguém lhes prestará homenagem.
Temo que aquele livro, aquelas palavras, que desconheço, tenham esmorecido nas prateleiras, perdido força e cor para este encontro.
Abalo de preto, de luto, pela ausência de documento físico que sustente teóricamente o que não sei expressar.
quarta-feira, 3 de maio de 2006
escrevo
É quando a alma mais pesa... que nasce este impulso... escrevo... corro como um rio de águas turvas, fora de prazo, fora de ordem.
Tudo se atropela em mim... escrevo... enquanto uma agonia sem medida certa, arranha na garganta.
É quando a alma mais doi... que nasce este impulso... escrevo... grito mais alto, até que o céu estremeça.
Tudo se atropela em nós... enquanto escrevo...
Tudo se atropela em mim... escrevo... enquanto uma agonia sem medida certa, arranha na garganta.
É quando a alma mais doi... que nasce este impulso... escrevo... grito mais alto, até que o céu estremeça.
Tudo se atropela em nós... enquanto escrevo...
sms
Tapa-me a boca... para não gritar, tapa-me os ouvidos... para não enloquecer, tapa-me os olhos... para que ninguém veja o monstro que tenho dentro de mim, AGONIA!
homens letras...
Todos os homens foram e são letras... Todas as letras me provocaram e provocam... Eu respondo com letras... terá algum significado?
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